Como dar remédio para gato sem virar um filme de terror
Comprimido escondido na ração nunca funciona com gato esperto. Veja 6 técnicas que veterinários usam — e que funcionam de verdade.
Publicado em 03 de fevereiro de 2025 · por Equipe Mimo
Quem tem gato sabe: dar remédio para um felino é um desafio digno de manual militar. Eles cuspem, escondem, fingem que engoliram e depois deixam o comprimido intacto atrás do sofá.
Aqui estão as técnicas que realmente funcionam, em ordem do mais fácil para o mais difícil.
1. Petisco recheável (pill pocket)
Existem petiscos vendidos em pet shop especificamente para esconder comprimidos. Têm cheiro forte, textura macia e um furo no meio. Para a maioria dos gatos, é o método mais fácil.
Alternativa caseira: pedacinho de patê de fígado, sachê pastoso ou um tantinho de manteiga sem sal.
2. Esmagar e misturar (só se permitido)
Alguns comprimidos podem ser esmagados e misturados em uma colher de sachê. **Atenção:** comprimidos de liberação prolongada ou com revestimento entérico NÃO podem ser esmagados — peça orientação ao veterinário.
3. Cápsulas vazias
Você compra cápsulas gelatinosas vazias na farmácia, coloca o medicamento dentro e dá com petisco. Funciona bem para remédios amargos.
4. Pílula direto na boca (a forma "clássica")
1. Segure o gato com firmeza, mas sem apertar — embrulhar em uma toalha ajuda muito (técnica do "burrito"). 2. Incline a cabeça do gato para cima. 3. Com uma mão, abra a boca pressionando suavemente as laterais entre os molares. 4. Com a outra, coloque o comprimido o mais fundo possível na base da língua. 5. Feche a boca e massageie a garganta até ele engolir.
Dica de ouro: depois disso, dê uma seringa de água (5ml) na bochecha para garantir que o comprimido desceu.
5. Pet piller (aplicador de comprimidos)
Vendido em pet shop, é uma "seringa" que segura o comprimido na ponta. Você posiciona no fundo da boca, aciona, e o comprimido é depositado direto. Reduz o risco de mordida.
6. Versão líquida manipulada
Se o gato é absolutamente impossível, pergunte ao veterinário se o remédio pode ser manipulado em forma de líquido aromatizado (atum, frango). Algumas farmácias veterinárias fazem isso.
E os remédios diários?
Para tratamentos longos (insuficiência renal, hipertireoidismo, etc), a chave é a rotina. Mesmo horário, mesmo lugar, mesma sequência. O gato acaba aceitando — e o tutor acaba não esquecendo.
No Mimo, você cadastra o horário e recebe notificação. Marca como "dado" com um toque, e mantém o histórico completo para mostrar ao veterinário. Sem caderninho, sem culpa, sem "será que dei hoje?".
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